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A busca pela imortalidade é solitária e triste. Atryu

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terça-feira, 16 de abril de 2013

Paixão










O desespero leva o ser humano a linha tênue do desequilíbrio mental. Um lugar perigoso onde os envolvidos farão parte de um jogo maléfico e destruidor. Não existe coerência para quem está experimentando a paixão avassaladora, pois a situação é totalmente nova, causando medos e indecisões.Tudo é intenso, a alegria e o prazer são sentimentos que levam a pessoa ao céu, porém em poucos momentos a derrubam ao fogo destruidor de um inferno jamais experimentado antes.A paixão avassaladora anda de mãos dadas com o prazer e o sofrimento, exige dos envolvidos muito mais que uma confiança, faz o que é normal tornar-se gigante , a lente de aumento é a característica principal nos olhos dos apaixonados. Tudo é maravilhoso, menos a distância que cada dia aumenta a tensão e faz o coração entrar na escorregadia estrada da desilusão. A mente é invadida por sonhos fantasiosos levando o corpo a sensações de êxtase total, porém esses mesmos sonhos tornam-se em pesadelos, os quais elevam o nível de adrenalina  a ponto da mente explodir e soltar palavras como se fossem adagas envenenadas e pontiagudas, as quais penetram o coração alheio sem pena , sem decência, apenas com o objetivo certo de ofender e matar quem mais se ama. Exemplo perfeito de paradoxo. Amamos , porém desejamos a morte para o alvo de nossa paixão, e quando atingimos nosso objetivo sofremos tanto que a morte seria o mais alto preço pela punição de nossos atos. Entenda quem puder, pois a paixão não é inteligível à mente apaixonada. Com tudo isso, a razão responde: - Não é bom se apaixonar, o bom é a frieza do coração a longevidade da razão, pois o coração apaixonado torna o corpo um escravo, doente,torna a mente confusa e a pessoa um ser totalmente dependente. Dependente de drogas que aliviam a dor, não a dor da mente, mas as dores do corpo causadas pela tristeza da mente demente.

Atryu.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Crepúsculo



















 No crepúsculo encontro a minha dor, um lugar que criei para me esconder, esconder um sentimento que não desaparece, que durante tempos e mais tempos me enlouquece.
O sol vai embora e leva com ele meu riso, fica apenas o meu verdadeiro eu que continua gritando e pedindo socorro...Ó céus, até quando irás deixar sobre mim a tua ira, até quando não vais lembrar de mim?
A espada de dois gumes me atravessou o coração e as gotas de angústia caem uma a uma me dando a paga pela minha maldade. Os dias se esquecem da minha existência, somente a noite me acompanha, persiste em permanecer ao meu lado. Tento fugir para outros mundos, por momentos até consigo, porém quando o crepúsculo chega, traz com ele a escuridão e me obriga a entrar na caverna negra, onde correntes enferrujadas seguram minha alma , onde escuto a melodia de uma voz suave que me prende e me acusa junto a minha culpa. Ó céus, até quando irás deixar sobre mim a tua ira, até quando não vais lembrar de mim?

Atryu.